Como isso é calculado
cada mês: saldo = saldo × (1 + taxa/12) + aporte mensal; contar meses até saldo ≥ 1.000.000
A ferramenta simula seu saldo mês a mês: a cada mês aplica um doze avos do retorno anual, soma seu aporte e conta quanto tempo o saldo leva para cruzar o milhão. Sem atalhos nem aproximações anualizadas — apenas o laço, e é por isso que até entradas estranhas (como aporte de 0 com um capital inicial grande) saem certas.
Duas coisas surpreendem quase todo mundo. Primeiro, os anos finais fazem a maior parte do trabalho: ir de 500 mil a um milhão costuma levar muito menos tempo que ir de 0 a 500 mil, porque os juros compostos escalam com o saldo. Segundo, a hipótese de retorno domina prazos longos — em 30 anos, a diferença entre 5% e 8% é grosso modo uma década da sua vida.
Um milhão é um marco, não uma linha de chegada — a inflação faz um milhão futuro comprar menos que o de hoje. Se quiser a visão corrigida pela inflação, use um retorno “real”: por exemplo 7% nominal menos 3% de inflação ≈ 4% real.
Perguntas frequentes
7% é um retorno realista?
É o número de longo prazo, já descontada a inflação, comumente usado para investimento em índices amplos de ações (o S&P 500 teve média de ~10% nominal). Contas de poupança rendem muito menos; ações individuais podem fazer qualquer coisa. A ferramenta usa a hipótese que você der.
Ela considera a inflação?
Só pela taxa que você escolher. Informe uma taxa nominal para ver valores nominais, ou uma real (corrigida pela inflação) para ver a resposta no poder de compra de hoje — normalmente o segundo prazo é o mais significativo.
E os impostos?
Não estão incluídos. Em planos de previdência com vantagem fiscal a conta fica perto da realidade; em contas tributáveis, os impostos sobre dividendos e ganhos alongam um pouco o prazo.
Meu prazo diz 100+ anos. É sem esperança?
Não — significa que com estes dados nunca se chega lá, o que é uma informação útil. O aporte mensal é a alavanca que você controla mais diretamente; até aumentos pequenos antecipam a data em anos.