Como isso é calculado
número FIRE = gasto anual × 25; prazo: capitalizar (renda − gasto) ÷ 12 por mês ao retorno real até a meta
FIRE combina duas ideias: a regra dos 4% (uma carteira de ~25× seu gasto anual pode sustentá-lo de forma duradoura) e a observação de que a taxa de poupança, sozinha, praticamente fixa o prazo. Guarde 10% da renda e a independência financeira fica a uns 50 anos de trabalho; guarde 50% e são ~17; guarde 70% e cai abaixo de 10. O salário quase não aparece nessa conta — porque uma renda maior só encurta o caminho se o gasto não subir junto.
A simulação capitaliza seus investimentos atuais mais a diferença mensal entre renda e gasto, a um retorno real (descontada a inflação), até o saldo cruzar 25× o gasto. Usar retornos reais mantém tudo em dinheiro de hoje: o número FIRE que você vê compra o que esse dinheiro compra agora.
Chegar ao número não obriga ninguém a pedir demissão — a maioria descobre que a própria contagem muda a relação com o trabalho. Trabalho opcional negociado de cima de uma carteira cheia é um trabalho diferente do obrigatório negociado de cima do contracheque. As letras miúdas do FIRE (saúde antes da idade de aposentadoria, risco da ordem dos retornos, retirada flexível em anos ruins) merecem leitura de verdade antes de qualquer carta de demissão.
Perguntas frequentes
De que taxa de poupança eu preciso?
A tabela clássica (5% real, começando de zero): 10% ≈ 51 anos, 25% ≈ 32 anos, 50% ≈ 17 anos, 65% ≈ 10,5 anos. Seus investimentos já existentes encurtam isso — a ferramenta os considera.
Por que 25× o gasto?
É o inverso da taxa de retirada segura de 4% da linha de pesquisa do Trinity study. Planejadores mais conservadores usam 28-30× (retirada de 3,3-3,6%), o que você pode modelar escalando a meta mentalmente.
Retorno real ou nominal — qual eu informo?
Real (após a inflação), para a resposta ficar no poder de compra de hoje. Retornos de bolsa de longo prazo de ~10% nominais correspondem a ~6-7% reais; 5% é um padrão moderadamente conservador.
FIRE exige frugalidade extrema?
Exige uma diferença entre renda e gasto — como você a cria é sua escolha. Muitos caminhos passam por crescer a renda mantendo o padrão de vida, em vez de austeridade. A conta é indiferente; ela só vê a taxa.