Como isso é calculado
valor-hora = renda-alvo × (1 + custos %) ÷ (horas faturáveis/semana × (52 − semanas de folga))
Freelancers iniciantes costumam definir preço convertendo o antigo salário em valor-hora e somando um pouco. Isso falha porque o empregado é pago por 2.080 horas por ano, enquanto o freelancer fatura bem menos: depois de administração, marketing, propostas, emissão de notas e os intervalos entre projetos, 25 horas faturáveis numa semana de 40 são uma realidade saudável, não preguiça.
Esta calculadora divide sua renda-alvo (acrescida dos custos do negócio) pelas suas horas faturáveis reais: horas faturáveis por semana × semanas trabalhadas. Com 25 horas faturáveis e seis semanas de folga, uma meta de 70.000 dólares exige cerca do dobro do valor-hora que um empregado ganharia com a mesma renda — antes mesmo de considerar os impostos de autônomo e os benefícios que ninguém paga por você.
Falando nisso: empregados recebem a parte dos encargos paga pelo empregador, plano de saúde, férias remuneradas e contrapartida na previdência. Freelancers compram tudo isso com o próprio valor-hora. Muitos guias de precificação sugerem que o valor do freelancer seja 1,5 a 2 vezes o valor-hora equivalente de um empregado — esta ferramenta mostra o multiplicador que sai dos seus próprios números.
Perguntas frequentes
Por que tão mais alto que o valor-hora de um empregado?
Porque o valor precisa cobrir o tempo de trabalho não faturável, as folgas não remuneradas, os custos do negócio, os impostos de autônomo e os benefícios que você mesmo paga. A comparação com o empregado esconde tudo isso dentro dos custos do empregador.
Devo cobrar por hora ou por projeto?
Por projeto costuma render mais quando você já sabe estimar com precisão — o ganho de trabalhar rápido fica com você. Mas você continua precisando deste piso por hora para orçar projetos: horas estimadas × valor-hora é a conferência por trás de todo orçamento.
E os impostos?
A renda-alvo aqui é antes dos impostos. Nos EUA, o imposto de autônomo (self-employment tax) acrescenta ~15,3% (as duas metades do FICA) além do imposto de renda, então defina sua meta pensando nisso ou inclua-o nos custos.
Meu mercado não paga esse valor. E agora?
Então os números estão dizendo algo real: aumente a eficiência faturável, reduza a renda-alvo, corte custos ou suba de segmento. Cobrar menos não conserta a conta — só esconde o rombo na sua poupança.